Distinções do Prémio IHRU 2016

A edição do Prémio IHRU de Reabilitação Urbana de 2016 teve, no passado dia 20 de Dezembro, a cerimónia de entrega dos prémios no Teatro Thalia em Lisboa e contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto e do Ambiente.

A APRUPP integrou o júri de seleção de candidaturas, sendo representada pela arquiteta Alice Tavares, que contou ainda com representação das seguintes instituições: IHRU, Ordem dos Arquitetos, Ordem dos Engenheiros, LNEC e Associação dos Arquitetos Paisagistas.

Este é um prémio de grande relevância no panorama nacional para a promoção de boas práticas de reabilitação, pelo que a APRUPP se congratula com a qualidade de grande parte das propostas e com o resultado final de atribuição de prémios: cinco prémios e cinco menções honrosas

Este ano, das 52 candidaturas apresentadas, 34 diziam respeito à categoria “Reabilitação de Edifícios, com uma grande expressividade de intervenções a Norte. Dentro desta categoria, importa salientar o esforço para se almejar uma reabilitação qualificada, concluindo-se que tal é exequível com custos controlados e acessíveis aos jovens que pretendem habitar os centros históricos, sendo possível preservar a leitura das características do edificado antigo. O 1º Prémio foi atribuído à “Recuperação / Requalificação da Igreja e Convento de São Francisco, em Évora“, um caso raro de intervenção multidisciplinar alargada, coordenação de projeto e de obra de elevada exigência, e que contou com a inserção da componente sísmica, numa obra executada em curto espaço de tempo e com a particularidade de ter estado aberta ao público no decorrer da obra. Foram ainda atribuídos dois Prémios Especiais do Júri, um para a “Requalificação do Museu Municipal Abade Pedrosa e Construção da Sede do Museu Internacional de Escultura Contemporânea, em Santo Tirso” e outro para a “Recuperação de habitação para turismo no espaço rural casa de campo, Herdade do Carvalho, Nossa Senhora da Vila, em Montemor-o-Novo“. De destacar ainda as Menções Honrosas atribuídas a dois projetos localizados na cidade do Porto: uma para a “Casa do Pinheiro Manso, em Ramalde” e outra para a “Casa Belos Ares – Reabilitação de Unidade Familiar, em Ramalde”.

A reabilitação qualificada apresenta ainda uma especial importância nos casos premiados na categoria “Conjuntos Edificados, pelo facto de se tratar de bairros habitacionais de promoção pública cuja reabilitação teve impactos muito relevantes, não só do ponto de vista social, mas também do ponto de vista da sua imagem urbana. O 1º Prémio foi atribuído à “Requalificação dos Edifícios de Vila D’Este, Urbanização Vila D’Este, em Vila Nova de Gaia“, tendo ainda sido atribuída uma Menção Honrosa à “Requalificação dos Edifícios do  Lagarteiro (10 a 13), no Bairro do Lagarteiro, Campanhã, no Porto“.

Já na categoria “Reabilitação / Requalificação de Espaço Público, foi apenas distinguido com o 1º Prémio a “Intervenção Polis na Cidade de Torres Vedras – requalificação urbana e ambiental do Choupal e Ermida, margens do Rio Sizandro entre pontes e Pátio Alfazema, em Torres Vedras“.

Uma referência final para a categoria “Área de Reabilitação Urbana, que apesar de não ter distinguido nenhuma proposta com o 1º Prémio, atribuiu duas Menções Honrosas, uma para o projeto de delimitação da “ARU de Minde, em Alcanena” e outra para o projeto de delimitação da “ARU do Centro Urbano de Condeixa-a-Nova“.

O Prémio IHRU de 2016, que foi rebatizado nesta cerimónia como Prémio Nuno Teotónio Pereira, em homenagem a este arquiteto, apresenta notas importantes sobre a necessidade de maior exigência nas intervenções de reabilitação, na preservação dos valores culturais e patrimoniais do edificado antigo e divulgação de boas práticas de reabilitação. A APRUPP congratula-se com a oportunidade de ter feito parte desta iniciativa do IHRU.

Para mais informação sobre os projetos distinguidos poderá consultar o site do IHRU (aqui).

Anúncios