Tertúlia nº10: «As Ilhas do Porto – Habitar a cidade invisível» + Exposição

Painel Ilhas APRUPP_corrigido

Vai decorrer, no próximo dia 6 de julho pelas 17h00, na Ilha das Engomadeiras, sita na Rua dos Bragas nº 324, Porto, mais uma tertúlia organizada pela APRUPP, desta vez subordinada ao tema das Ilhas da Invicta.

Esta iniciativa, intitulada “As Ilhas do Porto – Habitar na Cidade Invisível”, é organizada pelo Grupo de Trabalho das Ilhas da APRUPP, em parceria com o Curso de Arquitetura da Escola Superior artística do Porto (ESAP) e tem como objetivo promover um momento de reflexão sobre as problemáticas da regeneração urbana das áreas centrais da cidade, através da recuperação e da reabilitação de uma das tipologias mais significativas da história urbana dos últimos cem anos.

As típicas Ilhas do Porto são espaços de habitação multifamiliar, que se desenvolveram no interior dos lotes ou nos quintais de moradias de classe média, com um acesso comum a partir da rua, mas totalmente invisíveis para quem circula na cidade. Lugares de residência e resistência de muitos habitantes do centro do Porto, sobretudo de classes sociais de poucos recursos, estes são espaços de interpretação controversa, mas absolutamente relevantes quando se fala em regeneração urbana.

A tertúlia vai contar com a presença dos seguintes oradores:  Augusto Lemos (proprietário da Ilha das Engomadeiras), Joaquina  Costa (moradora de uma Ilha na Rua de São Vitor), Patrício Martins (Arquiteto da SRU do Porto) e Fátima Loureiro de Matos (Geógrafa e Professora na Faculdade de Letras da Universidade do Porto). A moderação estará a cargo do Arquiteto Michele Cannatà (APRUPP).

“Longe de acreditar numa resolução definitiva para os complexos problemas das Ilhas do Porto, consideramos esta iniciativa como um contributo para definir de forma mais abrangente e consensual os elementos de originalidade e de qualidade que devem ser mantidos de forma a garantir a permanência viva da memória e do património de uma comunidade”, afirma o Grupo de Trabalho das Ilhas da APRUPP.

Ilhas do Porto em exposição

Simultaneamente, foi inaugurada, no dia 01 de Julho, , na Estação de Metro de S. Bento, uma exposição com  trabalhos dedicados ao tema das Ilhas, de alunos finalistas 2012/2012 do Mestrado Integrado em Arquitetura da Escola Superior Artística do Porto. A Exposição ficará patente até ao próximo dia 26 de Julho.

Sobre os oradores:

Augusto Lemos: Professor de História do 3º ciclo. É proprietário da “ilha” das Engomadeiras, por herança de uma tia. Atualmente vive na Maia e pretende reabilitar a casa burguesa da “ilha” para se mudar com a família para o centro do Porto.

Joaquina Costa: Vive na “ilha” nº166 da Rua de São Vítor há 50 anos. É mãe de 6 filhos (4 raparigas e 2 rapazes). Duas das suas filhas vivem na mesma “ilha”. Joaquina Costa e o seu marido, Óscar, são importantes na gestão da “ilha”, pois, fazem a ponte entre os moradores e os senhorios: recebem o valor da renda e transmitem as problemáticas dos habitantes. Fazem questão de manter sempre a “ilha” iluminada, limpa e em bom estado de conservação. São o braço amigo dos moradores pois ajudam os habitantes mais idosos na limpeza da sua habitação e cozinham para eles. São testemunhas de Jeová e levam como missão ajudar o próximo, tentando ajudar a manter o espírito de união nas “ilhas” do Porto.

Patrício Martins: Arquitecto, Urbanista, Assessor Principal do quadro da Câmara Municipal do Porto, Coordenador do Núcleo de Dinamização de Quarteirões da Porto Vivo, Sociedade de Reabilitação Urbana da Baixa do Porto e Docente do Ensino Superior, desde 1991, na Escola Superior Artística do Porto – Curso de Arquitectura e Mestrado Integrado de Arquitectura. É também Doutorando no Programa Doutoral em Engenharia Civil (2º Ano), Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, exercendo também a sua atividade em regime liberal.

 Fátima Loureiro de Matos: É Professora Auxiliar do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e investigadora do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território (CEGOT). Concluiu o doutoramento em 2001, pela FLUP, com o tema A Habitação no Grande Porto – Uma perspectiva geográfica da evolução do mercado e da qualidade habitacional desde finais do séc. XIX até ao final do milénio.

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